Eu, por mim

Quando eu nasci veio um anjo safado, o chato do querubim, e decretou que eu estava predestinado a ser errado assim. Já de saída a minha estrada entortou, mas eu vou até o fim.


Duas coisas que, enquanto posso, adio: avaliar os outros e falar sobre mim. Então, decidi contar uma história.



Antes de ser considerada gente, fui diagnosticada cisto. Minha mãe, quando foi autorizar a cirurgia para se livrar cisto que hoje vos escreve, ouviu o conselho de quem ia lhe entregar o papel e foi a outro médico. No dia da consulta, o tal médico precisou sair de emergência, ela acabou consultando com outro que estava na clínica de bobeira. Depois do exame clínico, o diagnóstico prático e certeiro: 
- Se a sra. não estiver grávida, eu rasgo o meu diploma e vou vender cachorro-quente na praça.
O diploma ainda está intacto, e eu aqui estou a escrever sobre a minha vida e sobre as coisas da minha vida no blog Pitanga Amarela que nasceu do meu amor por blogs. Sabe quando você gosta tanto de uma coisa que quer uma pra você?! Então, aconteceu comigo (e acontece sempre, mas com sapatos).

Contar uma história já é falar sobre mim (é porque eu adoro contar histórias). Além disso, tenho a dizer que:
- Tenho 25 anos e sou de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
- Sou formada em Letras e estudei indesistivelmente até passar no vestibular. Um dos motivos era que eu não me conformava em ter que pagar para estudar, já que ainda não havia pago por isso.
- Sou católica, acredito em Deus e rezo todos os dias para que minhas atitudes sejam reflexos do Amor de Deus.
- Já fui bailarina, hoje não danço mais (ainda espero mudar isso).
- Por conta das Letras, sou professora de Língua Portuguesa e Italiana; por conta da situação da educação no país, não exerço a profissão.
- Gosto de música, arte, moda, artesanato, culinária. E, também, gosto de comer, de dormir, de escrever e de caminhar (às vezes corro, mas estou fora de forma).
- Pra mim a vida deve ser devagar, não gosto de ritmos frenéticos e alucinantes, prefiro sombra, água fresca, rede e significado.
- Enquanto estudava italiano, aprendi que por lá eles têm o costume de chamar os familiares próximos de I miei, em bom português, os meus. Achei fenomenal e adotei. Os meus fazem de mim o que sou e fazem com que eu seja.
- Os amigos para mim são fundamentais. São prioridades. Não abro mão e sinto saudades (e ciúmes).


Pra quem não gosta de falar sobre si, este texto já está de bom tamanho. Mas ainda é preciso falar sobre uma verdade bem presente nos meus dias. Atualmente, busco realizações profissionais. Um trabalho que seja além de um salário, porque acredito nisso. Trabalhar tem que ser prazeroso, muito tempo da vida é dedicado a isso e, por isso, trabalhar deve ter um propósito, um sentido; além de pagar as contas, claro.
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